Em direcção ao desconhecido …

Fazer os reconhecimentos do Vila do Conde Peneda-Gerês Extreme, é sempre uma aventura inesquecível.  Depois de muitas horas de trabalho no computador a  planear o percurso, partir à descoberta dos trilhos no terreno está sempre repleto de surpresas. Aquela subida que parecia ser interessante, afinal não passa de uma trialeira impraticável, e logo temos que procurar alternativa. Ou então fazemos uma longa descida, que no final está bloqueada por densa vegetação. Resultado: Pegar na bicicleta às costas e atravessar o mato e as silvas, algumas vezes por “trilhos”, onde só se aventuram animais selvagens como javalis, cuja presença é comprovada pelos seus excrementos.

FILE0007O entusiasmo, de partir em direcção ao desconhecido, por locais onde nunca passamos e onde poucos se aventuram a ir, explorar as serras à procura do trilho perfeito, sermos surpreendidos pela beleza da paisagem, muitas vezes arrebatadora, os animais selvagens que furtivamente aparecem à nossa frente, torna cada saída algo de especial. Tão especial que algumas vezes percorremos trilhos que não estavam nos planos, “só” porque a paisagem é magnífica ou a tentação de os descobrir e ficar a conhecer é demasiado grande.

Na edição de 2014, quando fazia a solo o último reconhecimento, a poucos dias do evento, só para verificar se estava tudo bem e não havia surpresas pelo percurso, estava a divertir-me bastante e com uma sensação estranha: Estava a sentir saudades dos meus reconhecimentos. Saudades dos bons momentos vividos em plena natureza, dos trilhos que descobri a da satisfação que isso me deu. Saudades do muito trabalho que tive e da satisfação de saber que os participantes iam gostar dos percursos, porque se eu me divertia muito a fazê-los, eles também se iam divertir. Saudades  dos “grandes empenos”, das dores de costas e dores nas pernas, que inexplicavelmente nos fazem voltar aos cheiros, sons e todas aquelas sensações, que só quem pedala muito por esses trilhos fora conhece. Saudades de adormecer com o cérebro cheio de todas essas sensações que nos povoam a mente e passam como um magnífico filme de aventuras, mesmo antes de adormecermos.

Para o VCPGE de 2015, já tenho muitos kms de reconhecimentos nas pernas, com algumas aventuras pelo meio. Mas, ainda faltam fazer muitos mais kms e quanto às sensações, essas vão pelo mesmo caminho do ano passado …

Jorge Maia (responsável pelo percurso do VCPGE)

Poço Azul (Rio Conho)– Serra do Gerês

Este é um dos locais míticos da Serra do Gerês. Chegar ao Poço Azul é uma maravilhosa sensação de paz e silencio, só com o som da água a correr naquela límpida lagoa de cor azul, transparente e profunda.   Apesar de actualmente o Poço Azul já estar muito divulgado na Internet, ainda não está massificado e continua a ser uma pequena Pérola do Gerês.

O acesso não é fácil, tem que ser feito a pé e nem todos os que o procuram o encontram.

    Coordenadas GPS:
  • Latitude:  41°44’1.45″ N
  • Longitude:  8° 6’24.89″ W

 

Dicas de treino

Disponibilizamos uma folha com um plano de treinos para as últimas 8 semanas antes de participares no VCPGE 2015. O treino regular e programado é fundamental para que a tua aventura pelo Alto Minho seja agradável, memorável e não um grande sacrifício. Não te esqueças de treinar.

> Folha com plano de treinos

 

A Cascata de Pitões das Júnias

As águas desta cascata são provenientes das águas do ribeiro de Pitões, abastecido pelas águas cristalinas que passam junto ao Mosteiro de Santa Maria das Júnias, que devido aos desníveis do terreno se desenvolve por vários patamares, sendo que o primeiro tem cerca de 30 metros de altura e desagua num lago delimitado por afloramentos graníticos. O acesso à cascata faz-se por um caminho pedonal em terreno irregular, que nos últimos anos ficou facilitado com a construção de um passadiço em madeira.

Pitões de Junias - Portugal

Esta cascata é uma das muitas cascatas da região do Barroso. Nas proximidades desta cascata existe um carvalho centenário, que ao longo dos séculos tem sido alvo de várias lendas locais, como a de um duende que aí vive. Origem: Wikipédia

Pitões das Júnias, Montalegre – Parque Nacional Peneda-Gerês

Pitões das Júnias (Santa Maria das Júnias) é uma aldeia situada a cerca de 1200 metros de altitude, no norte de Portugal, dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, na região de Barroso, Trás-os-Montes. Faz parte do Concelho de Montalegre, Distrito de Vila Real. Fica próximo a Chaves a leste e Braga a oeste. A distância até à cidade do Porto é de aproximadamente 140 km. Do Aeroporto de Pedras Rubras, a distância é de 133 km, percorridos em 2 horas e 10 minutos.

A sua origem confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, entre os séculos IX e XI. A localização no extremo norte de Portugal, o clima inóspito no Inverno e a consequente imigração contribuíram para que a aldeia conservasse a sua pequena população e o característico aspecto medieval. As construções em pedra e a beleza natural do lugar deram início nos anos 90, ao turismo ecológico na região. Turismo esse que cresce nos meses de Verão com a chegada dos seus descendentes, vindos principalmente do Brasil e da França.

Herdeira natural da velhíssima freguesia de São Vicente do Gerês, nas profundezas do rio Beredo, que recebe águas de vários ribeirinhos na montanha, Pitões é a povoação mais alta de Barroso, na cota dos 1100 metros. Este facto contribuiu em grande medida para a elevada qualidade do presunto e fumeiro desta localidade.

Pitões das Junias 8/2011

Sempre foi conhecida por ser terra de gente lutadora e mesmo guerreira: não resistiu à destruição do Castelo, nem do Mosteiro, nem da sua “república ancestral” (conjunto de normas comunitárias e democráticas dos seus habitantes) mas resistiu aos Menezes, condes da Ponte da Barca, a quem um rapaz de casa do Alferes foi raptar uma filha com a qual casou; e resistiu à pilhagem e assaltos sistemáticos que os Castelhanos organizavam durante a guerra da Restauração. Em 1665, “um grande troço de infantaria e cavalaria, sob comando de D. Hieronymo de Quiñones atacou Pitões mas não só não conseguiram queimar o povo como este lutou bravamente pondo em fuga o inimigo e sem perdas”. Alguns dias após (com os pitonenses a ajudar, em represália) o capitão de couraças João Piçarro, com 800 infantes, atacaram Baltar, Niño d’Águia, Godin, Trijedo e Grabelos “donde trouxeram 400 bois, 1500 ovelhas e 20 cavalos”. E resistiu ao florestamento da Mourela, com pinheiros, o que levaria à perda das suas vezeiras. Resistiram sempre e ainda bem resistem!

Nesta aldeia pode visitar a corte do boi do povo, agora construída como pólo do eco-museu.

    Coordenadas GPS:
  • Latitude:  41°50’33.10″ N
  • Longitude:     7°57’3.79″ W

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